Tricolor paulista cai na quinta fase do torneio após derrota por 3 a 1 no Alfredo Jaconi; São Paulo não era eliminado antes das oitavas de final desde 2019
A noite desta quarta-feira, 13 de maio de 2026, ficará marcada na memória dos torcedores do São Paulo — e não de forma positiva. No estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS), o Tricolor Paulista foi eliminado da Copa do Brasil 2026 pelo Juventude, com uma derrota por 3 a 1 que fez o placar agregado ficar em 3 a 2 para os gaúchos. O herói da classificação do Papo foi o meia Mandaca, que entrou no segundo tempo e decidiu nos acréscimos com um cabeceio preciso. Uma virada épica, dramática e que já entra para a história do futebol gaúcho.
O São Paulo chegava à partida com a vantagem de 1 a 0 construída no primeiro jogo, disputado no Morumbis. Bastava um empate para avançar. Mas o futebol, como sempre, escreveu um roteiro diferente — e cheio de emoção.
O Contexto: São Paulo com Vantagem, Juventude com Pressão
Para entender o peso desta eliminação, é preciso voltar um passo. O São Paulo havia vencido o jogo de ida por 1 a 0, o que colocava o Juventude em uma situação delicada: precisava marcar pelo menos dois gols para avançar diretamente, ou um para levar às penalidades máximas. A equipe de Caxias do Sul, comandada pelo técnico Maurício Barbieri, disputa a Série B do Brasileirão em 2026 — o que tornava a missão ainda mais desafiadora diante de um adversário da elite nacional.
Mesmo assim, o Juventude chegou ao confronto com moral. Na Série B, o clube acumulava campanha sólida — dez dos últimos doze pontos — e tinha uma das melhores defesas da competição, sofrendo apenas quatro gols em oito partidas. O esquema tático 3-5-2 de Barbieri deu consistência ao time, e líderes como Rodrigo Sam, Mandaca e Alan Kardec eram peças fundamentais da engrenagem. No Alfredo Jaconi, o apoio da torcida gaúcha lotou o estádio e fez daquele ambiente algo único.
Do outro lado, o São Paulo chegava pressionado. Roger Machado enfrentava um clima de cobrança da torcida mesmo após a vitória no jogo de ida, especialmente pelo rendimento abaixo do esperado e pela derrota no clássico contra o Corinthians dias antes. Calleri e Luciano eram as principais referências ofensivas do Tricolor, mas a equipe vivia turbulências.
Primeiro Tempo: Equilíbrio, Lesão e a Expulsão Relâmpago de Ferreirinha
Com o Alfredo Jaconi vibrando, o Juventude entrou em campo com mais intensidade e passou a ditar o ritmo da partida desde o começo. A equipe gaúcha pressionou bem, levou perigo constante ao gol defendido por Rafael e exigiu boas intervenções do goleiro tricolor. Em uma das chegadas mais perigosas, Gabriel Pinheiro finalizou e a bola passou rente à trave — por muito pouco o Juve não abria o placar ainda na etapa inicial.
O São Paulo, apostando na vantagem que tinha no agregado, tentava se organizar defensivamente e responder em contra-ataques. A estratégia funcionou por um tempo, mas os acontecimentos dos minutos finais do primeiro tempo mudaram tudo.
Aos 43 minutos, Luciano deixou o gramado com dores musculares, forçando o técnico Roger Machado a acionar Ferreirinha para substituí-lo. O que ninguém esperava é que o atacante teria apenas 30 segundos em campo. Em uma disputa com o zagueiro Rodrigo Sam, Ferreirinha acertou o braço na nuca do adversário, e o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima não hesitou: cartão vermelho direto.
A expulsão gerou protesto generalizado dos jogadores do São Paulo. O elenco tricolor reclamou que o VAR não revisou o lance — o que consideraram um erro grave da arbitragem. Rodrigo Sam, por sua vez, também teria pedido a expulsão de Calleri por suposta agressão. A confusão no fim do primeiro tempo já sinalizava que o segundo seria uma batalha.
Segundo Tempo: A Virada Gaúcha e o Drama nos Acréscimos
Com um jogador a menos, o São Paulo voltou do intervalo em modo de sobrevivência. Roger Machado colocou Osório logo no reinício da partida, visando fechar ainda mais os espaços e dificultar a chegada do Juventude. A estratégia era clara: aguentar o 0 a 0 e avançar.
Mas o Juventude não deu descanso.
Gabriel Pinheiro Abre o Placar
Aos 19 minutos do segundo tempo, o que era pressão virou gol. Após um cruzamento na área, Gabriel Pinheiro subiu mais alto que toda a defesa do São Paulo e cabeceou com precisão, abrindo o placar no Jaconi. O Juve estava vivo, e a torcida explodiu. 1 a 0 no jogo, placar agregado empatado em 1 a 1.
Marcos Paulo Vira o Confronto
A pressão gaúcha não parou. Aos 26 minutos, em cobrança de falta lateral, Raí Soares cruzou com precisão na segunda trave e Marcos Paulo subiu sobre Enzo Díaz para cabecear no canto de Rafael. Segundo gol do Juventude no jogo. 2 a 0 na partida, 2 a 1 no agregado. O São Paulo agora estava eliminado.
Roger Machado precisou agir rápido. O técnico promoveu mudanças e lançou o chileno Gonzalo Tapia, recém-entrado, que não demorou para mostrar serviço.
Tapia Empata e Ressuscita o São Paulo
Aos 38 minutos, em um dos poucos momentos ofensivos do Tricolor no segundo tempo, Bobadilla cruzou na segunda trave e Tapia — que havia acabado de entrar em campo — apareceu sozinho para cabecear firme e balançar as redes de Pedro Rocha. 2 a 1, e o placar agregado voltou a empatar em 2 a 2. A decisão iria para os pênaltis. O São Paulo estava vivo.
O Alfredo Jaconi viveu momentos de tensão máxima. A torcida do Juventude segurou a respiração. Os minutos finais da partida pareciam eternos. E foi aí que entrou o protagonista da noite.
Mandaca: O Herói da Classificação do Juventude na Copa do Brasil 2026
Acionado pelo técnico Maurício Barbieri na etapa final como substituto de Marcos Paulo, o meia Luis Mandaca ainda não havia feito grande coisa em campo. Mas nos acréscimos — com seis minutos adicionais anunciados pelo quarto árbitro —, ele escreveu seu nome na história do clube.
Fábio Lima cruzou na área, Mandaca cabeceou dentro da pequena área e Rafael espalmou. Mas o meia foi rápido: ficou com o rebote e empurrou para o fundo das redes, antes que qualquer defensor pudesse intervir. Juventude 3, São Paulo 1. No agregado: 3 a 2 para os gaúchos. Classificação confirmada!
O Jaconi explodiu. A comemoração foi intensa. Mandaca, que entrou praticamente sem destaque, tornou-se o grande herói daquela quarta-feira. Com aquele gol, ele também ajudou o Juventude a quebrar um tabu de 19 anos sem vencer o São Paulo em seus domínios. Uma marca histórica que ficou para trás nessa noite inesquecível.
"Todos os gols daquela segunda etapa foram de cabeça — um detalhe que resume bem a garra e a determinação com que o Juventude encarou a decisão."
Eliminação do São Paulo: O Que Deu Errado?
Analisar a eliminação do São Paulo passa por alguns pontos críticos que pesaram demais na balança.
A Expulsão que Mudou o Jogo
Com 10 jogadores em campo por quase todo o segundo tempo, o São Paulo ficou refém da situação. A expulsão de Ferreirinha — com apenas 30 segundos em campo — foi o divisor de águas da partida. O lance é polêmico e gerou debate, especialmente pela ausência de revisão do VAR, mas a decisão foi tomada e modificou completamente o planejamento de Roger Machado.
Laterais em Dia Apagado
A dupla Cédric Soares e Enzo Díaz não correspondeu às expectativas pelas laterais. Os dois acumularam erros na saída de bola e deixaram espaços que o Juventude soube explorar muito bem pelos lados do campo. O gol de Gabriel Pinheiro nasceu exatamente nesse tipo de situação, com cruzamento aproveitado na área sem marcação eficiente.
Falta de Criatividade Ofensiva
Com a necessidade de só segurar o resultado, o São Paulo praticamente abdicou do ataque. O time teve raras chegadas ao gol adversário no segundo tempo, e quando Tapia balançou as redes, foi em um dos poucos momentos em que o Tricolor conseguiu avançar de forma organizada. Sem Luciano — saído lesionado — a criatividade ofensiva ficou limitada.
Ficha Técnica Completa: Juventude 3 x 1 São Paulo
Competição: Copa do Brasil 2026 — Jogo de volta da Quinta Fase
Data e horário: Quarta-feira, 13 de maio de 2026, às 19h (de Brasília)
Local: Estádio Alfredo Jaconi, Caxias do Sul (RS)
Gols: Gabriel Pinheiro (1-0), Marcos Paulo (2-0), Tapia (2-1), Mandaca (3-1)
Cartões amarelos: Rodrigo Sam (JUV); Enzo Díaz (SAO)
Cartão vermelho: Ferreirinha (SAO)
Juventude — Técnico: Maurício Barbieri
Pedro Rocha; Rodrigo Sam (Wadson), Messias e Gabriel Pinheiro; Nathan Santos (Fábio Lima), Luan Martins, Lucas Mineiro, Raí Silva e Marcos Paulo (Mandaca); MP (Manuel Castro) e Alan Kardec.
São Paulo — Técnico: Roger Machado
Rafael; Cédric (André Silva), Dória, Sabino e Enzo Díaz (Wendell); Bobadilla, Danielzinho (Tapia) e Cauly (Osório); Artur, Luciano (Ferreirinha) e Calleri.
Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE)
Assistentes: Brigida Cirilo Ferreira (AL) e Francisco Chaves Bezerra Junior (PE)
VAR: Antonio Magno Lima Cordeiro (CE)
E Agora? O Que Vem Pela Frente
Juventude nas Oitavas de Final
Com a classificação garantida, o Juventude avança para as oitavas de final da Copa do Brasil 2026 — uma grande conquista para um clube que disputa a Série B e enfrenta um calendário intenso. A campanha até aqui foi consistente: o Papo eliminou Guaporé, Tuna Luso e Águia de Marabá antes de chegar à quinta fase, e agora superou um gigante do futebol nacional. O próximo adversário será definido pelo sorteio da CBF.
São Paulo Volta as Atenções ao Brasileirão
Para o São Paulo, a derrota dói — e a eliminação é a mais precoce do clube na Copa do Brasil desde 2019, quando o Tricolor também caiu antes das oitavas de final. A equipe de Roger Machado precisa superar o resultado rapidamente, pois já tem compromisso marcado para este sábado, dia 16, às 19h, diante do Fluminense, no Maracanã, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A. Uma resposta em campo será fundamental para aliviar a pressão e tranquilizar a torcida.
Conclusão: Uma Noite Para o Esporte Gaúcho
A Copa do Brasil 2026 presenteou o futebol brasileiro com mais um capítulo emocionante. Um time da Série B, jogando em casa, com uma torcida apaixonada, conseguiu reverter uma desvantagem, suportar o empate nos minutos finais e encontrar o gol da classificação já nos acréscimos. Esse é o charme das copas — qualquer coisa pode acontecer.
Para o Juventude, a noite de 13 de maio de 2026 será lembrada com muito orgulho. Para o São Paulo, serve de alerta: mesmo com vantagem no placar, o futebol exige concentração até o último minuto.
E o Mandaca? Esse nome ficou gravado para sempre na história do Alfredo Jaconi.
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