Em despedida emocionante no Maracanã, a Seleção Brasileira atropelou o Panamá por 6 a 2 no último amistoso em solo nacional antes da Copa do Mundo 2026. Com mais de 72 mil torcedores nas arquibancadas, Carlo Ancelotti testou dois times diferentes e deixou a torcida confiante para o torneio nos Estados Unidos.
Era domingo de festa no Rio de Janeiro. O Maracanã vestiu as cores do Brasil e recebeu mais de 72 mil apaixonados pelo futebol para a última despedida da Seleção antes da viagem rumo ao sonho do hexacampeonato. E a equipe correspondeu: com autoridade, alegria e muitos gols, o Brasil fez 6 a 2 no Panamá num amistoso que serviu tanto para aquecer os motores quanto para dar ao técnico Carlo Ancelotti uma última olhada em suas opções antes de fechar o torneio mais esperado da última década.
Se havia alguma dúvida sobre o espírito do grupo, o placar e a maneira como os gols foram marcados responderam com clareza: essa Seleção está pronta para brigar pelo hexa.
🎯 Primeiro Tempo: Vini Jr Brilha, mas o Panamá Incomoda
A festa começou antes mesmo de o relógio marcar um minuto. Aos 59 segundos de jogo, Vinícius Júnior recebeu a bola no meio-campo, avançou em velocidade e acertou um foguete de fora da área, sem chance para o goleiro Mosquera. Era o Brasil abrindo o placar de forma avassaladora — do jeitinho que a torcida queria ver.
Mas o Panamá não veio ao Maracanã apenas para passeio. Aos 14 minutos, Amir Murillo cobrou falta com precisão, a bola desviou em Matheus Cunha na barreira e acabou traindo Alisson, que ficou parado sem chances de defesa. Empate inesperado, e de repente o jogo mudou de cara. Os panamenhos ganharam confiança, começaram a ter mais posse de bola e a Seleção perdeu um pouco do ímpeto inicial.
Foi um alerta. O Brasil ficou menos agressivo na marcação, cedeu espaços e chegou a ver o adversário assustar em duas boas oportunidades — inclusive uma finalização de Díaz que exigiu grande defesa de Alisson. A equipe de Ancelotti atuava em modo amistoso, com o pé no freio, sem a intensidade que o torcedor esperava.
Casemiro Garante a Virada Antes do Intervalo
O segundo gol veio dos pés — ou melhor, da cabeça — de Casemiro. Aos 38 minutos, Vinícius Jr recebeu na esquerda e cruzou com precisão cirúrgica para o meio da área. O veterano volante se antecipou à marcação e cabeceou no canto para virar o placar: 2 a 1. O lance até foi sinalizado como impedimento pelo assistente, mas o VAR entrou em ação e confirmou que o gol era válido.
A virada garantiu tranquilidade para o vestiário. O Brasil entrou para o intervalo à frente no placar e com a certeza de que, no segundo tempo, haveria muito mais espaço para a Seleção mostrar sua profundidade de elenco.
🔥 Segundo Tempo: Rayan Rouba a Cena e a Goleada Vem
Carlo Ancelotti surpreendeu. Fez nada menos do que dez substituições no intervalo — praticamente colocou um time completamente diferente em campo. A mudança trouxe consigo uma intensidade completamente diferente: mais pressão, mais velocidade, mais objetividade. O segundo tempo foi praticamente um monólogo brasileiro.
O Golaço de Rayan que Parou o Maracanã
Aos 7 minutos do segundo tempo, o jovem Rayan, de apenas 19 anos, protagonizou o momento mais comentado da noite. Cria do Vasco da Gama e atualmente no Bournemouth, da Premier League, o atacante foi acionado por Ancelotti e recebeu um tratamento especial da torcida: a famosa música "Oi, boa noite! Será que vai ter gol do Rayan hoje?" explodiu nas arquibancadas do Maracanã logo que ele entrou em campo.
A resposta do jogador foi em campo. Aproveitando um erro do goleiro panamenho, Rayan dominou a bola com categoria, entrou pela lateral da área com tranquilidade e encobriu o arqueiro com um chute colocado e preciso — um golaço digno de qualquer palco. O Maracanã veio abaixo. Era o 3 a 1 e a sentença ao Panamá estava assinada.
Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos Fecham a Conta
O quarto gol veio com Lucas Paquetá, que aproveitou um corta-luz de Douglas Santos para soltar uma pancada que não deu chances ao goleiro reserva panamenho. Em seguida, Igor Thiago, atacante do Brentford, foi derrubado dentro da área com um drible desconcertante no zagueiro adversário — o juiz marcou pênalti e o próprio artilheiro converteu, fazendo 5 a 1.
O sexto e último gol brasileiro foi um espetáculo à parte. Paquetá lançou em profundidade para Danilo Santos, do Botafogo, que dominou com classe, limpou o marcador com um corte elegante e finalizou de canhota no canto. Pura qualidade técnica e um golaço para encerrar a noite com chave de ouro.
Os panamenhos ainda tiveram fôlego para descontar com Carlos Harvey, que de fora da área acertou um foguete no ângulo de Ederson. Um belo gol que, no contexto do jogo, serviu apenas para fechar o placar em 6 a 2.
📊 Ancelotti Testa o Elenco e Aprova 21 dos 23 Convocados
Um dos objetivos mais importantes do amistoso era dar minutos a todos os atletas à disposição. Ancelotti utilizou 21 dos 23 jogadores convocados disponíveis para o jogo — uma demonstração clara de que o treinador italiano confia no elenco e quer que todos cheguem à Copa em ritmo de jogo.
A estratégia de usar duas formações distintas no mesmo jogo — uma para cada tempo — também revelou muito da visão do técnico. No primeiro tempo, o time titular mostrou qualidade individual, principalmente com Vini Jr e Casemiro. No segundo tempo, o time reserva mostrou que a profundidade do elenco brasileiro é real e pode surpreender qualquer adversário.
Os Destaques da Noite
- Vinícius Júnior: Dono do jogo no primeiro tempo. Abriu o placar com um golaço de fora da área e ainda deu a assistência para o gol de Casemiro. Saiu no intervalo, cumprindo sua parte com maestria.
- Rayan: A revelação da noite. Com 19 anos, o ex-Vasco que hoje joga no Bournemouth mostrou personalidade e técnica fora do comum. Seu golaço no segundo tempo foi o lance mais celebrado da partida.
- Casemiro: Eficiente como sempre. Além do gol de cabeça que garantiu a virada, o volante demonstrou liderança e presença no meio-campo.
- Danilo Santos: Fechou a conta com estilo. O botafoguense provou por que merece estar no grupo de Ancelotti.
Quem Ficou Abaixo
Nem tudo foram flores. Bruno Guimarães e Matheus Cunha, dois dos jogadores com mais expectativa no primeiro tempo, não corresponderam ao esperado. Vale o contexto: o ritmo de amistoso e a fase de testes de Ancelotti podem ter influenciado na performance de ambos. Há tempo para ajustar e chegar melhor para a estreia.
🌎 E Agora? Brasil Voa para os Estados Unidos em Busca do Hexa
Com a vitória no bolso e a confiança renovada, a Seleção Brasileira embarca nesta segunda-feira rumo aos Estados Unidos, onde disputará mais um amistoso antes do início da Copa do Mundo 2026. O próximo compromisso é contra o Egito, no dia 6 de junho, às 19h (horário de Brasília), no Huntington Bank Field, em Cleveland.
A estreia no Mundial acontece no dia 13 de junho, diante de Marrocos, pelo Grupo C — que também conta com Escócia e Haiti. Um grupo que, no papel, favorece o Brasil, mas que exige concentração máxima desde o primeiro apito.
O Grupo C da Copa do Mundo 2026
- 🇧🇷 Brasil
- 🇲🇦 Marrocos — adversário na estreia (13 de junho)
- 🏴 Escócia
- 🇭🇹 Haiti
O Brasil chega ao torneio como um dos favoritos ao título — algo que o torcedor brasileiro já conhece bem, mas que desta vez parece vir acompanhado de uma estrutura técnica mais sólida, liderada por Carlo Ancelotti, o treinador mais vencedor da história da Champions League, que trouxe ao grupo organização tática aliada à liberdade criativa que o futebol brasileiro sempre exigiu.
📋 Ficha Técnica Completa
Brasil 6 x 2 Panamá
Amistoso Internacional | 31 de maio de 2026 — 18h30 (Brasília)
Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Público: 72.140 presentes
Gols do Brasil: Vinícius Júnior (1' 1°T), Casemiro (39' 1°T), Rayan (7' 2°T), Lucas Paquetá (2°T), Igor Thiago — pênalti (2°T), Danilo Santos (2°T)
Gols do Panamá: Amir Murillo — falta (14' 1°T), Carlos Harvey (2°T)
Brasil (Técnico: Carlo Ancelotti):
Alisson (Ederson); Wesley (Ibañez), Bremer (Danilo), Léo Pereira e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro (Fabinho) e Bruno Guimarães (Danilo Santos); Luiz Henrique (Rayan), Raphinha (Endrick), Vini Jr (Lucas Paquetá) e Matheus Cunha (Igor Thiago).
Panamá (Técnico: Thomas Christiansen):
Mosquera; Murillo, Córdoba (Fariña), Escobar (Ramos), Andrade (Miller) e Blackman; Harvey e Bárcenas (Davis); J. Rodríguez (T. Rodríguez), Waterman (Fajardo) e Díaz (Martinez).
Árbitro: Daniel Schlager
Assistentes: Sven Washitzki-Günther e Rafael Foltyn
VAR: Robert Schröder
Cartão amarelo: Blackman (PAN)
💬 Considerações Finais: O Brasil Está Pronto?
Resposta curta: sim, com ressalvas. O Brasil de Ancelotti mostrou contra o Panamá que tem qualidade individual de sobra, profundidade de elenco invejável e jogadores jovens — como Rayan e Igor Thiago — que chegam ao maior palco do futebol sem nenhum complexo de inferioridade.
O primeiro tempo, menos brilhante, serve como lembrete de que a fase de grupos da Copa não perdoa instabilidades. Mas o segundo tempo foi um recado a qualquer adversário que subestime a Seleção: quando o Brasil decide jogar de verdade, o nível é de outro planeta.
A torcida saiu do Maracanã cantando. E com razão. O hexa parece mais perto do que nunca.
Acompanhe todos os jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026 aqui no FUT1. Não perca nenhum lance!

0 Comentários