Com gols de Tonali e Moise Kean no segundo tempo, a Azzurra superou os norte-irlandeses por 2 a 0 em Bérgamo e garantiu vaga na final da repescagem europeia. Próximo desafio: a Bósnia, fora de casa, na terça-feira (31).
O futebol italiano respirou aliviado nesta quinta-feira, 26 de março de 2025. A Itália, uma das seleções mais tradicionais e vitoriosas da história do futebol mundial, deu um passo importante em direção ao fim de um longo jejum de Copa do Mundo. Jogando diante de sua torcida na New Balance Arena, em Bérgamo, a Azzurra venceu a Irlanda do Norte por 2 a 0 e avançou para a final da repescagem europeia nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
A vitória não foi fácil. A Irlanda do Norte entrou em campo com uma postura extremamente defensiva, apostando na retranca para tentar segurar o favoritismo italiano. Mas no segundo tempo, a qualidade técnica da Azzurra falou mais alto, e os gols saíram para colocar a Itália de volta nos trilhos rumo ao Mundial.
O Jogo: Como a Itália Construiu a Vitória na Repescagem da Copa
Desde o apito inicial, a seleção comandada por Gennaro Gattuso assumiu as rédeas da partida. Com posse de bola qualificada e pressão constante sobre o adversário, os italianos dominaram o campo ofensivo e apostaram nos cruzamentos pelas laterais para tentar furar o bloqueio da Irlanda do Norte. Logo aos 7 minutos, Federico Dimarco já assustava com um voleio perigoso, que obrigou o goleiro Pierce Charles a fazer uma grande defesa.
O primeiro tempo, porém, terminou sem gols. Os norte-irlandeses se fecharam com praticamente todos os jogadores atrás da linha da bola, apostando em contra-ataques pontuais. A estratégia funcionou bem durante os 45 minutos iniciais, e a Azzurra foi para o intervalo precisando de uma virada de chave.
No retorno dos vestiários, a Itália voltou mais incisiva e foi recompensada. Sandro Tonali, o volante de fino trato que atua no Newcastle, abriu o placar em um lance de oportunismo após insistência da equipe. Em seguida, Moise Kean, o centroavante da Fiorentina, sentenciou a partida e garantiu os três pontos para a Azzurra. Com 19 finalizações ao todo contra apenas sete da Irlanda do Norte — e sete chutes no alvo contra zero do adversário —, a superioridade italiana ficou clara nas estatísticas.
Destaques Individuais: Tonali e Kean como Protagonistas
Sandro Tonali viveu uma noite especial. O meio-campista, que passou por uma suspensão por envolvimento com apostas esportivas e voltou ao futebol com muita determinação, foi um dos jogadores mais ativos em campo. Sua capacidade de recuperar bolas, distribuir o jogo e aparecer na hora certa para finalizar foi fundamental para a vitória italiana.
Já Moise Kean mostrou por que é cada vez mais valorizado no futebol europeu. O jovem atacante, que vive uma excelente fase pela Fiorentina na Serie A, apareceu no momento certo para selar a classificação da Itália. Com força e precisão, confirmou seu gol e seu protagonismo na seleção.
12 Anos de Ausência: O Peso Histórico da Repescagem para a Copa do Mundo
Para entender a importância desta vitória, é preciso voltar no tempo. A Itália foi campeã do mundo em 1982 e 2006, além dos títulos de 1934 e 1938, tornando-se uma das maiores seleções da história. Mas em 2018, algo impensável aconteceu: a Azzurra ficou de fora da Copa do Mundo da Rússia pela primeira vez desde 1958. E, para piorar, o trauma se repetiu em 2022, quando a Itália também não se classificou para o Mundial do Qatar.
São 12 anos — duas Copas do Mundo — sem a presença italiana no torneio mais importante do planeta. Esse jejum doeu fundo na alma do futebol italiano e de milhões de torcedores espalhados pelo mundo. Por isso, cada vitória nesta repescagem tem um significado que vai além dos três pontos: é uma questão de orgulho nacional e de resgatar a identidade de uma seleção que pertence ao palco do futebol mundial.
O retrospecto histórico da Itália contra a Irlanda do Norte também favorecia os italianos: sete vitórias, três empates e apenas uma derrota, sendo esta última lá em 1958. A tradição foi mantida, e agora a Azzurra está a apenas 90 minutos (ou pênaltis) de encerrar este longo capítulo de ausências.
Itália x Bósnia: O Jogo Decisivo pela Vaga na Copa do Mundo 2026
A próxima missão da Itália já está definida. Na terça-feira, 31 de março, às 15h45 (horário de Brasília), a Azzurra enfrenta a Bósnia e Herzegovina em jogo único que valerá uma vaga direta na Copa do Mundo de 2026. O detalhe que aumenta o desafio: a partida será disputada fora de casa, em território bósnio.
A Bósnia chegou a essa final de forma dramática. Os bósnios venceram o País de Gales nos pênaltis por 4 a 2, em Cardiff, nesta mesma quinta-feira. A partida foi de tirar o fôlego: Daniel James abriu o placar para os galeses aos seis minutos do segundo tempo, mas o veterano Edin Dzeko, ex-Manchester City, empatou aos 41 minutos da etapa final. Na prorrogação, o equilíbrio persistiu, e a decisão foi para as cobranças de pênalti. Mesmo com Demirovic desperdiçando a primeira batida bósnia, o País de Gales também falhou com Brennan Johnson e Neco Williams, abrindo caminho para a classificação da Bósnia.
O Que Esperar de Bósnia x Itália?
A Bósnia conta com um trunfo emocional enorme: jogar em casa, com sua torcida empurrando, e tendo o experiente Edin Dzeko como referência. O atacante, que defendeu clubes como Roma e Inter de Milão ao longo de uma carreira brilhante, é o grande símbolo do futebol bósnio e sabe o que é disputar jogos de alta pressão.
Do lado italiano, a expectativa é que Gattuso possa contar com o melhor de seu elenco. A Itália terá de mostrar frieza para jogar longe de Bérgamo e buscar a classificação. Em caso de empate no tempo regulamentar, a decisão irá para a prorrogação e, se necessário, para os pênaltis. O que está em jogo é enorme: o vencedor garantirá uma vaga no Grupo B da Copa do Mundo de 2026, ao lado de Canadá, Catar e Suíça.
O Cenário Completo da Repescagem Europeia para a Copa 2026
A repescagem europeia desta semana foi recheada de emoção. Além do duelo entre Itália e Bósnia, outras três finais foram definidas e acontecem todas na terça-feira, 31 de março:
- Dinamarca x República Tcheca – Os dinamarqueses golearam a Macedônia do Norte por 4 a 0, enquanto os tchecos eliminaram a Irlanda nos pênaltis por 4 a 3.
- Turquia x Kosovo – A Turquia, com Arda Güler e Kenan Yildiz, passou pela Romênia (1 a 0), e o Kosovo fez uma partida histórica ao eliminar a Eslováquia por 4 a 3.
- Suécia x Polônia – O sueco Viktor Gyokeres brilhou na vitória por 3 a 1 sobre a Ucrânia, e a Polônia de Lewandowski despachou a Albânia do técnico brasileiro Sylvinho por 2 a 1.
São quatro vagas em disputa, quatro finais eletrizantes e oito seleções que ainda sonham com o Mundial. O futebol europeu promete encerrar esta fase classificatória com muito drama e tensão.
A Itália Pode Acabar com o Jejum? O Que Dizem os Números
Os dados falam a favor da Itália. A seleção é tetracampeã mundial, tem um elenco recheado de jogadores que atuam nas melhores ligas do mundo e conta com a experiência de um técnico como Gennaro Gattuso, que conhece de perto a pressão de grandes decisões. Além disso, a Azzurra dominou de forma avassaladora a Irlanda do Norte nas estatísticas, o que mostra que a equipe tem qualidade para superar desafios difíceis.
Por outro lado, o fator campo da Bósnia e a garra dos bósnios, ainda com adrenalina da virada nos pênaltis contra o País de Gales, podem complicar a vida dos italianos. Será um jogo de alto nível, com muito em jogo dos dois lados.
O que é certo é que o futebol italiano está ansioso. Fãs, ex-jogadores e toda a mídia esportiva europeia estão de olho na terça-feira. Será que a Itália consegue finalmente encerrar esse jejum histórico e voltar ao palco da Copa do Mundo depois de 12 anos?
Conclusão: A Azzurra Está de Volta?
A vitória sobre a Irlanda do Norte foi um passo necessário, mas ainda não suficiente. A Itália mostrou qualidade, superou uma defensiva eficiente e confirmou o favoritismo — mas o trabalho ainda não terminou. A final contra a Bósnia, fora de casa, promete ser ainda mais complicada.
O futebol tem essa magia: ninguém sabe o que vai acontecer até o apito final. Mas o que a Azzurra demonstrou nesta quinta-feira foi que tem tudo para acabar com o longo calvário e voltar à Copa do Mundo de 2026. A torcida italiana já pode sonhar — com cautela, mas com esperança.
Fique ligado aqui no FUT1 para acompanhar tudo sobre a decisão entre Bósnia e Itália na terça-feira (31). Não vai perder, né?

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